Clubhouse: veja como funciona a rede social queridinha do momento

Apostando todas suas fichas no poder do áudio, aplicativo segue e reforça a tendência de comunicação

Um áudio vale mais do que mil mensagens. Esta é a aposta do Clubhouse, rede social que, mesmo em versão beta e disponível apenas para iPhone (iOS), já está dando o que falar na internet.

O aplicativo surfou nas ondas sonoras dos conteúdos em áudio, cuja manifestação mais popular atualmente é o podcast, para entregar aos internautas um ambiente com salas de bate-papo ao vivo divididas por áreas de interesse (artes, línguas, negócios, etc.).

Ao criar um espaço desses, o usuário torna-se moderador e pode convidar outros a participarem da conversa. Nas salas, que recebem até 5 mil pessoas simultaneamente, os integrantes são divididos entre moderadores, speakers (quem fala) e ouvintes. Qualquer um pode pedir a fala “levantando a mão”, como já acontece nas salas de videoconferência do Meet e do Zoom, e aguardar a liberação pelo moderador. Além dos ambientes dedicados a debates temáticos, também existem os chats privados.

Alguns pontos que têm sido exaltados em torno do app são a possibilidade de trocar experiências e formar networking com pessoas que, em outras ferramentas, talvez não fosse possível conhecer, e a excelente qualidade do áudio. Vale ressaltar que as conversas não são armazenadas e gravá-las é proibido. É tudo live, ao vivo, uma aposta no conceito de FOMO (“fear of missing out”, ou, em português claro, o medo de perder conteúdos a que outras pessoas tiveram acesso).

Também há, evidentemente, pontos de melhoria a serem considerados enquanto o app ainda está em fase beta. Os dois principais talvez sejam a falta de acessibilidade para deficientes auditivos e a limitação a aparelhos iOS, excluindo o massivo grupo de usuários Android.

Desenvolvido pelo empresário do Vale do Silício Paul Davison e pelo ex-funcionário do Google, Rohan Seth, o Clubhouse foi lançado em maio de 2020 com uma inteligente estratégia de exclusividade: você precisa ser convidado para participar da brincadeira, que já tem nomes de peso, como Oprah Winfrey, Mark Zuckerberg, Drake, Boninho, Anitta, Luciano Huck e Felipe Neto, entre outros famosos, executivos e influenciadores. Nos últimos dias, uma verdadeira corrida por convites tomou conta da net (há quem pague altos valores por eles, inclusive!).

 

Sou todo ouvidos

Há quem diga que é questão de tempo até que o Clubhouse seja comprado (e ele já é avaliado em cerca de US$ 1 bilhão) por outra gigante do ramo – ou então clonado por alguma rival. O que parece certo afirmar é que, independentemente do nome ou da empresa por trás, os conteúdos por áudio seguem firmes e fortes como tendência para o mercado de conteúdo no futuro breve.

Mais de 62% de todos os internautas das classes A e B escutam podcasts. Na classe C, o número já é de 33% e a tendência é de crescimento também para as classes mais baixas.

Por este caráter acessível e engajador, os podcasts se tornaram poderosas ferramentas para a comunicação interna e endomarketing. Falamos mais sobre isso aqui.

Hoje, mais que nunca, quem tem boca vai a Roma e chega a qualquer audiência on-line. Então, solta o som!

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